segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Eu, você, eles, ela.
ela te conheceu, reconheceu que você não era como todas as outras. ela te viu mal, se importou com você, e percebeu você querendo se pagar de fóda. ela te seguiu, para implorar que você ficasse melhor. e você seguiu eles, para ver eles rindo de você, nem aí com você. ela percebeu que você fez isso, e mesmo assim, ela queria tanto o seu bem, que não conseguiu parar, não conseguiu parar de se preocupar com você. ela te admira pelo o que você é, eles te admiram pela roupa que você veste, pelo cabelo que você usa. ela voltou pra casa pensando em você, foi dormir pensando em como parar de pensar em você. ela se torturou demais e ajoelhou, rezou para que você ficasse bem, rezou para que ela nunca te esquecesse, mas também não lembresse de você à todo momento. ela chorou, implorou pra Deus por você, durante horas e horas. ela dormiu abençoada por sua reza, mas mesmo assim, mesmo rezando, mesmo implorando pra Deus, ela não te esqueceu. ela queria que você ficasse bem, parasse de beber e fosse pra casa, para que os seus pais não briguem com você, e eles queriam que você ficasse cada vez mais bebada, pra poder te pegar. não que ela te ame, mas, ela está entrando em surtos por você. ela tá escrevendo isso agora. ela sou eu.